26 julho 2011

Até Enfim

Não diga que não te encontrei,
Não diga que vai dizer não.
O mundo está tão frio lá fora
E triste em pleno verão.

Não diga que não sabe amar,
Não pense em se esconder.
Pois quando tenta ir embora,
Eu sempre encontro você.


Seu destino segue em vão.
Não finja duvidar,
Que vamos mais além.


Enquanto isso me dê a mão.
você pode até não notar,
Mas eu te quero bem.


Eu vejo o sol despertar,
As nuvens já se vão.
O céu está azul lá fora
E aquece a nossa ilusão.

Se entregue de uma vez.
Me deixe te levar,
Me empreste a sua mão
E enfim comece a sonhar.


Seu destino segue em vão.
Não finja duvidar,
Que vamos mais além.

Enquanto isso me dê a mão.
você pode até não notar,
Mas eu te quero bem.

Sou seu destino,
E hoje o sol vai brilhar,
O sol vai brilhar.
Até enfim...

Você entender
Que isso é amor.
Que esse é o nosso amor.
Até o fim.

03 julho 2011

Condenação do Tempo

Não conhecemos o tempo,
Mas de tempos em tempos,
Buscamos nos conhecer um pouco mais.

Fomos condenados a viver o presente,
Mas é o futuro o que nos incomoda.

Passamos por todas as facetas do tempo,
Mas não passamos mais tempo
Com nós mesmos.

A dignidade do tempo não se abstrai.
Enquanto buscamos palavras,
Talvez a felicidade nos aguarde em nossa cama.

Voltemos a ela,
Deitemos no tempo,
Pois o que passou,
É tempo que já adormeceu.

27 junho 2011

Ritmo Doce

Teima em prantos, sem receio,
Alagada em seu orgulho,
Desalmada em contradição,
Relutante e sem convicção.

Vira de lado, se desvencilha,
Não se curva, se enraivece.
Não se humilha, ao menos chora.
És firme, quer ir embora.

O vazio que se faz,
Se completa pelo ódio.
Segue firme, não pisca.
Não é presa, nem menos isca.

Destrói precedente:
Arruma as malas,
Mas não joga nada pela janela.

Tira uma passagem do bolso,
Apenas de ida.
Tira a segunda,
E assim, mudam de vida.

No céu, o pranto seca
Ao ritmo doce do brilho do sol.

Abismo D'alma

A solidão é a luz que acende a crença do amor.
Meu desejo – refém da escuridão do teu coração –
Apaga meu penar em ti.

Aproveitei o raiar do dia, e me fiz aurora.
Forjei o crepúsculo que batia em teu peito,
E de ti não apanhei mais de paixão.

Conhecemos a vida,
Ao mergulharmos no abismo d’alma.
E tentando saber um pouco mais de ti,
Esqueci quem eu nasci para ser.

Promessas foram sínicas e desconexas.
Ninguém cumpriu o que estava escrito.
Rasgamos o contrato,
E assim o dia rompeu com a noite.

Sem amanhecer, o amanhã secou.
Solidão se fez novamente e a luz,
Não mais acendeu a crença do amor.

10 janeiro 2011

Conjuro

Hoje vivo a saudade.
Não sinto a chuva
- A espremer as nuvens –,
Tampouco a noite, cinza e fria.

Não sou bom em palavras,
Não tenho dom de abstê-las,
Mas dome minha dor,
Que darei a ti minha paixão.

Fonte de magia abstrata.
Não revelo segredos sem pistas.
Labirinto tortuoso de prazer,
Fez morada em meus passos.

E para continuar em saudade,
Abandono a dor e conjuro o amanhã.
Se o passado foi alimento feliz,
Ao amanhecer, a chuva passará.

20 julho 2010

Ninho do Amor

Fui ali buscar um pouco de felicidade.
Trouxe um pote cheio, transbordando.
Esqueci como era esse deleite.
Me empanturrei, não me enjoei.

Achei que era passageiro,
E fui passando as melhores manhãs.
Achei que era sem compromisso,
E me comprometi com a paixão.

No leste fiz abrigo, no sul aconchego.
O açaí ao cair da noite,
Os operários a edificar nosso futuro.
Construção de nós dois.

Ninho do amor,
Sonho em parcelas eternas.
Pagaremos nossas dívidas
Mas seremos credores de nossa paz.

Te amo tanto que até dói o peito.

22 março 2010

Átomo Indivisível

Teus olhos, sorriso teu.
Tua boca, mira do meu olhar.
Sou homem feito.
Feito em ti, em paz.

Cortejei minha fé em teu peito.
Curvei-me ao teu afago, enfim.
Lutei contra minha própria dor,
Levante de ousadia errante e rija.

Venci a imbecilidade de outrora.
A estupidez frívola e doentia
É apenas aprendizado reverso.

Hoje, faço escola em teus braços,
Sou primeiro da classe, sou nota dez.
Passo de ano, e na matéria do amor,
Sou átomo indivisível de ti.

12 março 2010

Alma de Amigo

Não tem melhor abrigo,
Não tem pior castigo,
Ficar sem a alma de amigo.

Uns pintam o corpo,
Sem inglês, sem memória.
Mas na língua da amizade,
Aprenderam a fazer História.

Engenheiros, Bancários,
Psicólogos, Motoboys,
Artistas, Quase Heróis.

Começa numa ilha,
E chega ao continente,
Caminho sem trilha,
Confiança de um presente.

Aos que foram, saudade.
Aos que ficam, lealdade.
Aos que sonham, amizade.

O jornalista faz o poema.
O poeta lê jornal.
A gráfica imprime a letra
De um princípio real.

Não tem melhor abrigo,
Não tem pior castigo,
Ficar sem a alma de amigo.

09 março 2010

Coração Que Voa

Sem luz, não há palavra.
Sem palavra, não há inspiração.
Sem inspiração, não há rima.
Sem rima, não há canção.

Eu canto a luz em mim,
Inspiro a palavra em nós,
Rimamos a mesma nota,
Cantamos com a mesma voz.

Destroços de um sonho,
Lampejos de uma promessa.
Somos dilúvio em cinzas.
Brasas que se inundam.

Só coração que voa,
Estouro de felicidade,
Nave que viaja em paz.

02 março 2010

Canto O Silêncio

Descubro em meus nervos:
Não sou de ferro.
Enferrujado, talvez.

Quis felicidade infinita.
Utopia absoluta,
Mas em cansaço, me faço.

Lamentar, não basta.
Contestar, quiçá.
Fraquejar, quase rotina.

Não acordei Super-Homem.
Tomei um banho de Criptonita
E me ausentei do mundo.

Em devaneios, encontrei palavras.
E em palavras, canto o silêncio.