Deixei em mim apenas vestígios do que fui.
Do que sou, do que entendo, do que tenho.
Não sei lembranças. A cortina se fechou.
Não sei palavra, nem sei viver de silêncio.
E dos vestígios, uma parcela se reergueu.
Das metades expostas em mim, fraturas.
Das fraturas, a cura sincera ao amanhecer.
Da noite que se despiu, o abrigo à luz do sol.
Do sol, a quimera dispare da nossa jornada.
Da quimera, a fé que conflita ao anoitecer.
Do anoitecer, anoiteço em vestígios que serei.
O coração é o silêncio que fala com quem ama.
Entre vestígios, abro a cortina das lembranças.
Anoiteço abrigo meu. Amanheço vestígio de mim.
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